Convocatória: Encontro Nacional Fora o Imperialismo e Suas Guerras! Organize-se e Lute!

18 de abril de 2026 (Atividade híbrida: presencial em São Paulo + participação online via Zoom)

O capitalismo traz a guerra como a nuvem traz a tempestade!1
Como combater no Brasil contra o capitalismo e a exploração?
Como abrir uma perspectiva por um novo mundo?

O capitalismo decadente há muito tempo deixou de jogar qualquer papel progressista para a humanidade. A busca por lucro pelos capitalistas contradiz não apenas as necessidades da evolução histórica, mas também o atendimento das necessidades mais elementares da existência humana e de toda a natureza. O funcionamento do capitalismo apenas produz dor, miséria, opressão, guerras e um futuro de barbárie para a Humanidade. Não obstante um sem-número de inovações tecnológicas continuem sendo desenvolvidas e uma pilha de produtos inunde os mercados, as capacidades plenas da Humanidade continuam sendo esmagadas, tolhidas e reduzidas à mais brutal luta pela sobrevivência individual.

A época histórica em que vivemos, de bloqueio do desenvolvimento das forças produtivas, tem como traço fundamental a marca das guerras e das revoluções. Nesse período histórico, nos encontramos em um momento conjuntural de inflexão. O governo de Donald Trump é a expressão mais aguda da nova situação que se abriu no mundo: o fim definitivo da ordem de Yalta e Potsdam.

Esse governo é fruto da atual crise orgânica e estrutural do capitalismo, em que se desenvolve a marcha rumo à desagregação do mercado mundial. É um governo aberto e declarado de guerra ao proletariado mundial que, para levar a cabo seu máximo objetivo – a brutal extração de mais-valia –, precisa aprofundar os traços bonapartistas presentes no regime dos Estados Unidos da América. Nesse sentido, saltam aos olhos as ações do ICE, que já assassinaram dois cidadãos norte-americanos, e a flagrante agressão ao povo da Venezuela, com o embargo militar, seguido de ações de pirataria no Mar do Caribe e, finalmente, a invasão e sequestro de Maduro e Cília.

O secretário de Defesa dos EUA disse que a América Latina é o quintal dos Estados Unidos e, desenvolvendo o que se chama “Doutrina Donroe”, Trump iniciou a pilhagem e o saque das riquezas naturais latino-americanas a partir do controle direto do petróleo venezuelano, tendo mobilizado a maior tropa das Forças Armadas da história dos EUA e realizado um ataque inédito em solo latino-americano. É uma grave ameaça a toda a classe trabalhadora presente no continente.

Armar o mundo até os dentes é a política fundamental do imperialismo em épocas de crise. Assim, dezenas de conflitos armados estão em curso no mundo. As guerras giram a indústria armamentista e alimentam o funcionamento do capitalismo em sua fase imperialista, abrindo um novo mercado, ao mesmo tempo que destroem forças produtivas e intensificam a exploração dos mercados já existentes.

Sob a ameaça de invadir e anexar a Groenlândia, os governos europeus aumentam espantosamente os orçamentos militares, ao mesmo tempo em que cortam verbas de serviços públicos, de educação, saúde, moradia etc. para a população. Sob a suposta ameaça de ataque da China ou da Coreia do Norte, o Japão também aumentou seus gastos para a “Defesa”, oxigenando sua economia estagnada há décadas. Sob argumentos de defesa nacional, Trump afirma que pretende construir um “Domo de Ouro” impenetrável, com bilhões de gastos na indústria bélica, pesquisa e desenvolvimento. A guerra é terrível, terrivelmente lucrativa!

Prossegue o massacre dos palestinos, o genocídio de um povo expulso de suas terras desde 1948. O governo sionista israelense age para a destruição e devastação total da Faixa de Gaza. O cessar-fogo é uma farsa; é um passo para o massacre do povo palestino e para a construção da Grande Israel. O Conselho de Paz, proposto por Trump, é um engodo sob sua direção vitalícia, cujo objetivo é tornar a Faixa de Gaza uma riviera lucrativa, ao lado da exploração das ricas fontes de gás e petróleo, o que só pode se dar completando a expulsão total dos palestinos de suas terras.

A guerra na Ucrânia, que Putin e sua burguesia mafiosa iniciaram usando como desculpa as provocações da OTAN, já se arrasta há mais de quatro anos, com mais de um milhão de mortos. O Conselho de Paz proposto por Trump também tratará da guerra na Ucrânia e iniciará as negociações trilaterais, incluindo Rússia, Ucrânia e EUA, o que evidencia ainda o esvaziamento da ONU, que se tornou tão obsoleta como a OMC, a OMS, a própria OTAN e tantas outras instituições “multilaterais” a serviço dos interesses da burguesia imperialista mais importante do mundo.

O governo Trump intensifica a perseguição aos imigrantes, o que é um ataque a toda a classe trabalhadora. Nenhuma lei ou direito, seja nacional ou internacional, é respeitado pelos ditos defensores da liberdade e da democracia. O que se soma às ações dos governos europeus, e de muitos outros, de perseguição e repressão aos defensores da causa palestina. Todos os governos ditos democráticos cada vez mais mostram sua verdadeira essência de estruturas armadas para a defesa do capital.

A ofensiva imperialista é um ataque direto ao proletariado mundial: guerras, fechamento de postos de trabalho, desemprego, inflação, repressão, xenofobia, retirada de direitos e cortes de serviços públicos em todos os lugares.

Mas os povos resistem e lutam. No coração do imperialismo, mobilizações massivas em Mineápolis, sob frio intenso, em paralelo à mobilização de uma greve geral em todo o estado de Minnesota, contra as ações do ICE. No Irã, manifestações econômicas tomaram as ruas e se desenvolveram até o questionamento completo do regime dos aiatolás. Nos últimos dois anos, uma série de mobilizações de solidariedade à Palestina levou a grandes manifestações e ocupações de universidades, culminando na greve geral na Itália e no movimento Ocupe Tudo pela Palestina na França, métodos operários de massa em ações políticas de solidariedade internacional. No Sudão, Bangladesh, Mianmar, Chile, Nepal, Filipinas e Turquia foram sacudidos por levantes revolucionários. Assembleias populares na Sérvia derrubaram o governo de Milus Vucevic, e uma greve geral na Grécia mobilizou um milhão nas ruas de Atenas. Trabalhadores na Suécia, França (Marselha), Grécia e Marrocos se negaram a embarcar armas para Israel. Petroleiros no Brasil exigem de Lula que pare de enviar petróleo para a máquina de guerra de Israel. São demonstrações inequívocas de uma enorme disposição de luta, de que a Humanidade luta com grandes reservas de esperança contra a besta imperialista.

Apesar de toda essa energia revolucionária que rebenta em diferentes partes do mundo, direções de organizações da classe trabalhadora — sejam social-democratas, nacional-comunistas ou, em menor escala, sectários — traem o movimento com a política de colaboração de classes, que se combina com a adoção de concepções pequeno-burguesas identitárias que dividem jovens e trabalhadores, homens e mulheres, pretos e brancos etc.

Lula passou de um discurso de “defesa da soberania nacional” para a ação de colaboração direta com o imperialismo e com o governo Trump: no combate ao que se chama de narcoterrorismo, na negociação das tarifas e no diálogo sobre sua participação no “Conselho de Paz”. Ao mesmo tempo, tornou-se o presidente que mais realizou concessões, isto é, privatizações e parcerias público-privadas de infraestrutura federal da história, realizando 50 leilões de portos, rodovias e aeroportos entre 2023 e 2025, evidenciando o caráter pró-burguês de sua política.

Os bolsonaristas são os falsos patriotas que batem continência para a bandeira norte-americana e louvam Trump. Eles são a expressão da decadência e da putrefação da sociedade capitalista no Brasil e encontram-se em franca desmoralização, debatendo-se entre si. Mesmo assim, servem bem como espantalho da “ameaça fascista” para aqueles que apenas conseguem enxergar um cargo no parlamento como saída para os profundos problemas sociais que vivemos. Nada se encontrará nas podres instituições da “democracia” burguesa, isto é, na ditadura da minoria contra a maioria.

Os sinais dos tempos que vivemos comprovam completamente que as condições para as revoluções estão maduras, que o capitalismo há muito caducou e que deve dar lugar a um sistema global de produção superior, capaz de satisfazer as necessidades de todos, em harmonia com a Natureza, e abrir o caminho para um futuro de felicidade para a Humanidade.

A única saída para dar o golpe de morte na besta imperialista é a auto-organização da classe trabalhadora e de sua juventude em todo o mundo, construindo instrumentos independentes de luta e resistência, em que seja possível entender a situação para transformá-la. Nenhum aparato é mais forte que a roda da história! Inspiramos força e ânimo, pois não estamos derrotados; ainda sequer começamos a verdadeira batalha! Organize-se e lute!

No dia 18 de abril, o Encontro Nacional Fora o Imperialismo e suas Guerras vai reunir militantes, ativistas, simpatizantes e todos aqueles que querem lutar para abrir uma perspectiva rumo a um novo mundo. Participe você também! Inscreva-se!

No Brasil, nos organizamos e lutamos por:

Anular a Dívida Interna e Externa! Dinheiro para saúde, educação e serviços públicos!
Estatização de todos os bancos, das multinacionais dos EUA e de todas as outras!
Pelo fim da escala 6×1! Jornada de 30 horas semanais! Redução da jornada sem redução de salários!
Ruptura de todas as relações comerciais e diplomáticas do Brasil com o Estado sionista de Israel!
Por um Estado único, laico e democrático em toda a Palestina histórica!
Fim imediato da guerra de Putin e da OTAN na Ucrânia!
Fora o imperialismo! Abaixo as guerras e o capitalismo!
Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!

  1. Frase de Jean Jaurés: Revolucionário francês da luta contra o início da Primeira Guerra Mundial, assassinado em 31 de julho de 1914 por um nacionalista. ↩︎