Basta de golpes! Não ao ataque militar contra o povo da Guiné-Bissau! Os trabalhadores guineenses têm o direito de decidir seu futuro!

Sobre o autor: Sou Benigno Fernandes Lopes, engenheiro, trabalhador guineense, ex-presidente da Associação dos Estudantes Guineenses no Estado de Santa Catarina, Brasil, onde vivo há mais de 20 anos. Minha voz se junta às de tantos trabalhadores e compatriotas que lutam por democracia, soberania popular e um futuro digno para a Guiné-Bissau.

O que ocorreu em 26 de novembro de 2025 não foi um “incidente”, nem uma “crise momentânea”: foi um golpe militar preparado, calculado e executado para impedir que a vontade do povo se expressasse nas urnas. Às vésperas da divulgação dos resultados eleitorais, quando tudo indicava uma derrota esmagadora de Umaro Sissoco Embaló, o presidente e seus aliados optaram por repetir a velha tática que já vinham utilizando: criar falsos cenários de golpe para eliminar opositores, até finalmente consumar um verdadeiro ataque contra a democracia.

Ao ordenar prisões, cercar instituições, impor toque de recolher e fechar as fronteiras, os militares deixaram claro que não agem em nome do povo — mas, sim, para manter no poder um projeto fracassado, autoritário e profundamente inimigo das necessidades básicas da população.

Enquanto Embaló e os altos oficiais tentam salvar seus cargos e privilégios, quem paga o preço é o povo guineense: trabalhadores sem escolas, sem hospitais, vivendo sob fome, desemprego e insegurança — e que encontraram nas eleições uma rara chance de mudança. Essa chance foi roubada.

Não há neutralidade possível diante deste golpe.
Ele não é apenas uma ruptura institucional: é uma violência direta contra milhões de guineenses que exigem dignidade e querem decidir os rumos do país.

É hora de erguer a voz, denunciar e resistir:

  • Não ao governo militar!
  • Não à manipulação das forças armadas a serviço de interesses pessoais!
  • Não ao silenciamento da vontade popular!

Nós nos somamos ao povo da Guiné-Bissau e aos trabalhadores do mundo inteiro para exigir o restabelecimento imediato do processo democrático e o fim da repressão. Nenhum general, nenhum presidente e nenhuma manobra autoritária pode substituir a decisão soberana do povo.

O destino da Guiné-Bissau pertence ao seu povo — e somente a ele.