O Tribunal Antiterrorismo de Guilguite-Baltistão rejeitou o pedido de fiança de Ehsan Ali e de outros dirigentes do Comitê de Ação Awami no último dia 4 de julho.
Durante um mês e meio, o processo judicial foi deliberadamente prolongado e, com a conivência do advogado do governo, do juiz e das autoridades estatais que controlam esse tribunal fantoche, o caso falso contra os dirigentes do Comitê de Ação Awami foi arrastado com desculpas esfarrapadas. Em mais um ato de opressão, a fiança foi negada.
Esses dirigentes estão sendo acusados de atividade terrorista apenas por realizarem um protesto em defesa de seus direitos. Isso significa que, para o Estado paquistanês, levantar a voz por seus direitos está sendo tratado como terrorismo — enquanto, por outro lado, o próprio ministro da Defesa reconheceu que o Estado paquistanês apoiou o terrorismo nas últimas décadas, e esses terroristas e seus mandantes continuam livres e impunes.
Na verdade, o objetivo real da classe dominante com esse caso e essas prisões é esmagar o movimento de massas em Guilguite-Baltistão. Para isso, vêm sendo utilizadas táticas sujas e repressão não apenas contra os dirigentes detidos e os militantes que estão fora, mas também contra seus familiares, que vêm sendo ameaçados e assediados constantemente, com graves consequências caso não interrompam suas atividades políticas. Os generais do exército paquistanês estão claramente por trás dessa repressão, junto aos políticos corruptos que ocupam o parlamento fantoche.
No entanto, apesar de todas essas manobras dos governantes, eles estão fracassando. O movimento de protesto continua, e o ânimo de todos os dirigentes permanece elevado.
O movimento seguirá até a libertação dos dirigentes presos.
- Abaixo os governantes e seus tribunais e leis de fachada!
- Viva o movimento de massas do Comitê de Ação Awami!
Organização Comunista Internacionalista (Esquerda Marxista) Corrente Marxista Internacional