Venezuela: solidariedade internacional contra os ataques de Trump!

Depois de meses de ataques à Venezuela, o governo Trump declarou que tomou medidas para desestabilizar o regime de Maduro. Na verdade, as ações de Trump só têm um interesse: o controle das maiores reservas de petróleo do mundo pelo imperialismo americano.

Desde agosto, Trump tem feito uma campanha de ataques à Venezuela, supostamente em combate ao narcotráfico. A marinha americana no Caribe, por meio de navios e submarinos militares, já atacou várias embarcações venezuelanas, deixando dezenas de mortos. Na última semana, depois de admitir a autorização de operações da CIA na Venezuela, uma das aeronaves mais emblemáticas do poderio militar americano, o bombardeiro B-52, foi deslocada para sobrevoar a região.

Além dos ataques militares, o governo americano também pôde contar com a outorga do Prêmio Nobel da Paz para a opositora ultradireitista do regime de Maduro, Maria Corina Machado. Como reconhecimento pelos serviços prestados de ataques aos trabalhadores venezuelanos, Corina dedicou o prêmio ao próprio Trump e defendeu a intervenção direta dos EUA na Venezuela.

O único objetivo do imperialismo americano é colocar as mãos na maior reserva de petróleo do mundo. Como bom demagogo e traidor dos trabalhadores que é, Maduro chegou a propor ao governo americano a abertura da mineração na Venezuela para empresas americanas e a concessão da exploração do petróleo venezuelano, hoje controlado pela PDVSA, à Chevron. Mas Trump não aceitou negociar porque sabe que, apesar de toda a repressão de Maduro contra sua classe trabalhadora, o imperialismo precisa combater diretamente o legado da revolução bolivariana defendido pelos trabalhadores venezuelanos.

A luta de classes no mundo atingiu um ponto de ebulição. Do Nepal à Sérvia, do Marrocos ao Equador, do Peru às Filipinas, a classe trabalhadora se levanta contra suas burguesias, que, na fase atual do capitalismo, são os transmissores locais da dominação imperialista. Em alguns casos, o imperialismo americano é atacado diretamente, como nas diversas manifestações e greves ao redor do mundo em defesa da Palestina. Além disso, Trump precisa também se defender de sua própria classe trabalhadora, que, desde os ataques aos imigrantes pelo ICE, tem feito manifestações massivas, como o movimento No Kings. Enquanto isso, no Brasil, Lula tenta a todo custo retratar Trump como uma besta que pode ser domesticada por seus encantos.

Por isso, convidamos todos para o “Pré-Encontro Fora o Imperialismo e as Suas Guerras”, para construirmos juntos as próximas lutas da classe trabalhadora. Marx e Engels nos ensinaram que “a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”. Na Venezuela, no Brasil e no mundo inteiro, a luta da classe trabalhadora deve ser uma luta de combate contra o imperialismo. E apenas a solidariedade internacional, com os métodos de luta da classe trabalhadora, será capaz de frear a carnificina imperialista que assola os trabalhadores em todo o mundo!

  • Tirem as mãos da Venezuela!
  • Fora o imperialismo e as suas guerras!
  • Fora Trump, retirada imediata de todas as forças militares dos EUA!
  • Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!