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União Nacional: Lula, o Exército e a falsificação histórica

Na Cerimônia de 7 de Setembro de 2023, o governo Lula-Alckmin convocou para Brasília militares indígenas das etnias Tariano, Kuripaco, Baré, Kubeo, Yanomami e Wanano. Em sua conta oficial do Instagram, o presidente afirmou com orgulho - acionando a pauta identitária e a agitação ufanista - que: “O Exército brasileiro tem origem indígena”, seguida da saudação dos militares em suas línguas originárias. Na aparência, essa ação divulga “representatividade”, “respeito” e “inclusão” aos povos originários, massacrados com mais intensidade durante o mandato de Bolsonaro. Porém, na essência, essa posição oficial do governo Lula nada mais é que uma reprodução da falsificação historiográfica e do mito da “três raças” promovida, inicialmente, pelas Escola Militar do Realengo e a Escola Militar da Praia Vermelha e, atualmente, pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no Rio de Janeiro - in stituições de ensino superior dos oficiais de carreira das Armas do Exército, que desenvolveram a historiografia do Estado nacional e de suas forças de repressão.

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Os comunistas e a imprensa operária

A história do movimento operário é farta de exemplos de jornais revolucionários. A preocupação de dialogar com a classe trabalhadora por meio da imprensa obrigatoriamente nos leva aos tempos de Karl Marx e Friedrich Engels. Em maio de 1842, Marx escreveu seu primeiro artigo para a Rheinische Zeitung (Gazeta Renana) criticando a censura do governo prussiano e, em outubro, tornou-se redator-chefe do jornal. No mês seguinte, Marx conhece Engels, que visitava Colônia e, ao retornar à Inglaterra, Engels envia uma série de artigos narrando a situação da classe trabalhadora para serem publicados na Gazeta Renana. Posteriormente, esses artigos juntos se tonariam a obra que conhecemos como “A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra”.

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Você é comunista?

Recentemente, a organização britânica Socialist Appeal lançou a campanha “Você é comunista? Então organize-se!”. Em poucas semanas, as ruas de todo o país estavam tomadas por cartazes anunciando a campanha e orientando os interessados a entrar em contato com a organização. E muitas pessoas, ao que parece centenas delas, se interessaram por aquele convite, a ponto de as organizações irmãs do Socialist Appeal assumirem a campanha em seus países. Além disso, a internacional da qual Socialist Appeal faz parte, a Corrente Marxista Internacional (CMI), assumiu essa campanha em âmbito mundial em seu recente congresso, realizado na Itália.

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O 7 de setembro de Lula

No dia 6 de setembro, preparando-se para comemorar 201 anos de independência, Lula pronunciou um discurso defendendo o seu governo, dizendo que a vida melhorou nos últimos 8 meses. Sim, saiu o governo truculento de Bolsonaro, toda a “esquerda”, inclusive nós os comunistas, colaboramos para derrubá-lo. Claro está que queríamos derrubá-lo antes, mas foi justamente o PT, a maioria do PSOL e dos sindicatos que ajudaram a botar água na fervura quando o Fora Bolsonaro tomou conta do País e direcionou tudo para as eleições, para o respeito à legalidade burguesa.

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A luta contra a privatização da CPTM e o combate dos marxistas

Em todo o mundo, a burguesia busca descarregar o peso da crise do capital sobre as costas da juventude e da classe trabalhadora. Como resultado, vimos uma onda de ataques semelhantes em diversos países: reformas trabalhistas, privatizações, reformas da previdência etc. É nesse contexto que se desenvolve o combate entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a classe trabalhadora em São Paulo. No período de crise, as privatizações são uma das formas da classe dominante de retomar em suas mãos uma parte maior da riqueza social. O salário indireto na forma de serviços públicos que o Estado burguês é obrigado a ofertar em diferentes medidas no desenrolar da luta de classes.

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50 anos do golpe de Pinochet no Chile: a derrota do reformismo

Há 50 anos, em 11 de setembro de 1973, ocorreu no Chile o Golpe de Estado contra o governo socialista de Salvador Allende. A eleição de Allende foi a primeira vez na história em que um candidato que se identificava como marxista chegou ao poder pela via eleitoral. Isso fomentou grandes ilusões entre os social-democratas de todo o mundo. No entanto, como presidente, Allende não conseguiu levar a revolução até sua conclusão. A contrarrevolução que se seguiu quando o General Pinochet e os militares – apoiados pelo imperialismo norte-americano – derrubaram o governo socialista de Salvador Allende foi implacável. O custo foi pago por milhões de trabalhadores chilenos. Neste artigo, recordamos este doloroso marco e recolhemos valiosas lições para o futuro da luta de classes.

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A ocupação e o controle operário pelos Cordões Industriais na Revolução Chilena (1970-1973)

Em 11 de setembro completam-se 50 anos do golpe imperialista aplicado pelas Forças Armadas chilenas contra o governo reformista da Unidade Popular (UP) dirigido por Salvador Allende. Este trágico evento para o proletariado latino-americano precisa ser sempre recordado não apenas para honrar a memória dos que tombaram lutando por um novo mundo, mas também para aprendermos com o processo anterior ao golpe, a revolução chilena de 1970 a 1973.

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