Declaração final do Encontro Nacional Fora o Imperialismo e suas Guerras 

Estamos diante de uma conjuntura decisiva para o futuro da Humanidade. O imperialismo – a época do domínio do capital financeiro e da reação em toda a linha – amplia sua ofensiva contra os trabalhadores e a natureza, impondo sofrimentos intermináveis aos povos de todo o mundo.

Todos os sofrimentos são ampliados sob o chumbo grosso da guerra ou sob a compressão dos salários, sequestrados pela inflação, resultado direto da carnificina imperialista.

A retomada crescente do militarismo, em torno da qual o capital financeiro está reorganizando o funcionamento da economia global, aumenta a penalização das massas trabalhadoras – ataques aos direitos, desmonte e privatização dos serviços públicos, aumento da brutalização das relações e da repressão do Estado etc. – para manter o funcionamento de um sistema apodrecido, que ameaça arrastar a todos para um futuro nada promissor.

Uma vez mais, a Humanidade está diante da alternativa histórica fundamental: o declínio de todos os aspectos da vida e da cultura, verdadeiramente humanos, o afundamento social no caos, nas guerras e na mais violenta luta pela sobrevivência individual ou o florescimento do conjunto dos povos em direção a uma verdadeira irmandade mundial, a liberação do conjunto das capacidades, físicas e intelectuais, de todos e de cada um, para a edificação de um futuro de felicidade, harmônico e em toda a sua plenitude.

Nessa batalha, as chaves do futuro estão guardadas com a classe trabalhadora, que só pode contar com suas próprias forças. A principal tarefa de nossa época consiste na superação dos obstáculos objetivos e subjetivos entre o presente decadente e o futuro, que apenas o enfrentamento e derrota do imperialismo e suas guerras, pode proporcionar.

Está nas mãos da vanguarda revolucionária operária encontrar os meios e as condições da superação desses obstáculos, apoiando e organizando a classe trabalhadora em suas lutas mais elementares e imediatas, ligando-as às tarefas históricas, a imperiosa necessidade de superação da exploração e da opressão.

É preciso ligar esses esforços no Brasil e em todo o mundo, ligarmo-nos uns aos outros, para que nossa luta seja multiplicada em nível global, construindo uma verdadeira força que seja capaz de enviar uma mensagem de alívio e que inspire força e ânimo a cada cabeça pisoteada e à cada coração apertado pela humilhante experiência de viver sob a opressão e exploração capitalista.

Por isso, os presentes no Encontro Nacional Fora o Imperialismo e Suas Guerras, apelam aos trabalhadores e jovens do mundo:

  • Abaixo o imperialismo e suas guerras! Paz entre nós, guerra aos senhores! Pelo fim imediato das guerras imperialistas em curso!
  • Toda solidariedade ao povo da Palestina, Cuba, Venezuela, Irã e Líbano! Bloqueio operário de armas e munições destinados ao massacre dos povos! Envio de Petróleo para Cuba!
  • Ruptura de todas as relações com o Estado sionista de Israel!
  • Nenhuma confiança nos governos imperialistas e seus lacaios!

No sentido de desenvolver a luta contra o imperialismo e suas guerras nos bairros, fábricas, escolas, universidades e locais de trabalho, os presentes no Encontro Nacional Fora o Imperialismo e suas Guerras farão todos os esforços para aprovar moções em seus postos, agrupando aqueles que estão decididos a desenvolver a luta contra toda a exploração e opressão. Para tanto, a organização de debates, escolas, atividades de discussão, bem como ações práticas de agitação se fazem necessárias para alcançar essa finalidade.

É preciso, é urgente que todas as organizações que se reivindicam dos trabalhadores e da juventude assumam suas inteiras responsabilidades e mobilizem, organizem e se unifiquem em um amplo movimento de massas para expulsar o imperialismo e ajudar a acabar com as guerras de nosso inimigo em comum.

Não estamos derrotados, ainda sequer começamos a verdadeira batalha! Estamos aqui pela Humanidade! Trabalhadores do mundo, uni-vos!

São Paulo, 18 de abril de 2026