Imagem: Daniel Alejandro Quiroga, via Mídia NINJA

Manifesto de solidariedade ao povo boliviano e a Cuba – lutar contra o imperialismo

O Manifesto a seguir foi produzido pelos ativistas, sindicatos e organizações presentes na reunião de organização de solidariedade ao povo boliviano e segue para adesão nominal das organizações sindical, política, movimento popular, mandatos, juventude.

Há dias que os trabalhadores/as, camponeses/as e o movimento popular boliviano se mobilizam com greves e barricadas de rua contra a política de fome e miséria do governo de ultra-direita de Rodrigo Paz.

Como bem descreve a Nota publicada pela CNTE-CUT:

“[O governo de Rodrigo Paz] impôs ao país uma receita destrutiva de ajustes neoliberais radicais, simbolizada pelo nefasto Decreto Supremo 5503. Sob a falsa justificativa de ‘responsabilidade fiscal’, o Executivo abriu as portas para a privatização de recursos estratégicos, promoveu a desregulamentação da economia e desferiu um golpe brutal contra as famílias bolivianas ao extinguir os subsídios aos combustíveis.”

A resposta de Paz às exigências do povo trabalhador/as boliviano, entre elas o fim do seu governo a serviço do grande capital, é se escudar no apoio do imperialismo dos EUA e promover uma brutal repressão ao movimento ao invés do atendimento das reivindicações. Neste momento o dirigente nacional da Central Obrera Boliviana (COB), Mário Argolo, está na clandestinidade por conta de uma decisão judicial por sua prisão.

O Secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, ameaçou com uma intervenção militar na Bolívia caso o povo boliviano derrube o governo ultraminoritário de Rodrigo Paz, acusando os manifestantes e grevistas de “traficantes e criminosos”.

As ameaças de Trump se intensificam contra a soberania de Cuba, apertando o bloqueio comercial, mas, também promovendo o deslocamento de um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões nuclear USS Nimitz para a região do Mar do Caribe, próximo a Cuba. O movimento ocorreu no contexto da Operação Southern Seas 2026 e coincidiu com o indiciamento criminal arbitrário do ex-presidente cubano Raúl Castro pela Justiça norte-americana.

Neste contexto, onde a guerra contra o povo irariano, o povo palestino (com o genocídio em Gaza) e o povo libanês não chegou ao fim por parte do governo Trump e de Israel, conclamamos a classe trabalhadora e suas organizações políticas, sindical, populares, mandatos, juventude a serrarem fileiras diante das ameaças que pairam sobre o povo trabalhador/a em luta na Bolívia e Cuba, tendo em vista a intervenção recente na Venezuela.

Nos dirigimos ao Governo Lula para que manifeste seu apoio aos trabalhadores bolivianos e suas reivindicações e não envie nenhum tipo de ajuda ao governo de Rodrigo Paz. Assim como esperamos que seja enviada ajuda para Cuba que se encontra sob embargo energético por parte do imperialismo.

Vale lembrar que a recente decisão do governo de Trump de inserir o PCC e Comando Vermelho (CV) na lista do que os Estados Unidos consideram organizações terroristas, é o caminho para ter uma espada intervencionista (econômica, política e militar) voltada ao pescoço do governo Lula e contra manifestações de massa da classe trabalhadora brasileira que se contrapõem aos interesses do grande capital imperialista. Essa nova situação, só reforça a necessidade da construção da solidariedade com a luta dos trabalhadores e dos povos boliviano e cubano como uma medida de autodefesa da soberania do povo trabalhador brasileiro.

A luta dos trabalhadores/as e camponeses/as na Bolívia e a resistência do povo trabalhador cubano são demonstrações da total disposição da classe trabalhadora de enfrentar os ataques do imperialismo. Que sirva de exemplo e inspiração para todos os trabalhadores da América Latina e do mundo.

  • Toda a solidariedade dos trabalhadores/as e juventude brasileiros/as aos povos em luta na Bolívia e Cuba contra os ataques do Imperialismo!
  • Pelo direito à soberania e autodeterminação dos povos!

Florianópolis – SC – Brasil, 28 de Maio de 2026.