Imagem: EFE, Isaac Fontana

Todo apoio à greve dos estudantes da USP

Ontem, dia 07 de maio, os estudantes da USP decidiram em assembleia geral pela ocupação do saguão da reitoria da universidade, exigindo a reabertura da mesa de negociações pelas reivindicações do movimento grevista em curso desde o dia 14 de abril. 

Os estudantes exigem condições básicas de permanência. As principais reivindicações são em relação à qualidade da alimentação servida no “bandejão” em que os estudantes têm encontrado larvas e plásticos em meio à comida; melhorias no CRUSP – a moradia estudantil – que tem apartamentos com vazamentos, mofo, além da insuficiência de vagas para atender a demanda estudantil; e o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que hoje é de R$ 885,00. Os estudantes exigem que o reajuste passe a ser igual ao salário-mínimo paulista, no valor de R$ 1.804,00 e o reajuste da bolsa-auxílio, parcial e integral, da moradia. A reitoria ofereceu reajustes ultrajantes. No caso do auxílio parcial, o reajuste proposto foi de apenas R$5,00. Foram essas propostas de reajuste que os estudantes negaram e que levou a reitoria a encerrar a mesa de negociações. 

Os estudantes ocuparam a reitoria na tentativa de reabrir as negociações pelas justas reivindicações que apresentam em relação à permanência estudantil. Em resposta, a reitoria chamou as forças de repressão, a Polícia Militar de Tarcísio, negando o diálogo e ampliando a difamação e repressão aos grevistas – que já sofrem com a ameaça de continuidade do ano letivo, inclusive com a aplicação de provas, chamada e trabalhos. 

A Juventude Comunista Internacionalista (JCI) apoia a greve estudantil, a exigência dos estudantes de reabertura das negociações e repudia toda tentativa de reprimir e criminalizar o movimento. As pautas centrais desta greve dizem respeito a uma luta proletária pela permanência estudantil, ou seja, para que os jovens trabalhadores e filhos de trabalhadores tenham condições materiais de se manter na universidade. É com a mobilização da base, com o movimento massivo dos estudantes, unificando em uma luta estadual e nacional, que será possível avançar na conquista destas reivindicações.

As reivindicações dos estudantes nessa greve comprovam que o orçamento das universidades estaduais paulistas (atrelado a uma porcentagem da arrecadação com o ICMS no estado) é totalmente insuficiente. Por isso, paralisações e greves, de estudantes, professores e funcionários técnicos e administrativos, se alastram também para os campi das outras universidades públicas estaduais, a Unesp e a Unicamp.  

A UEE-SP tem a obrigação de unificar a luta das estaduais. A UNE e a ANPG têm a obrigação de mobilizar o conjunto dos estudantes em nível nacional, nas universidades e institutos federais, por reivindicações concretas de permanência, tal como exigem os estudantes da USP, e unificar as lutas em nível nacional, pela permanência estudantil, e exigindo do governo Lula o não pagamento da dívida interna e externa, e a aplicação de todas as verbas necessárias para a educação pública, gratuita e para todos em todos os níveis. 

  • Todo apoio à greve dos estudantes da USP!
  • Fora PM do campus! Nenhuma repressão e criminalização dos estudantes em luta!
  • Verbas públicas para garantir a permanência de todos os estudantes nas universidades públicas!
  • Educação pública, gratuita e para todos!