Live: Fábricas Ocupadas e Revolução

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O que fazer diante do fechamento de fábricas e retiradas de direitos? Como combater os ataques patronais e dos governos que  buscam intensificar a exploração da classe trabalhadora? Em um cenário de crise econômica, fica cada vez mais evidente que é a classe trabalhadora que gera toda a riqueza produzida na sociedade e os patrões são os parasitas que as sugam. Na próxima sexta-feira, dia 08 de maio, às 19h, nosso camarada Alexandre Mandl, advogado da Flaskô, estará reunido com a Professora Angelica Lovatto abordando muitos destes pontos. 

Com a pandemia da Covid-19, temos visto como age a burguesia, potencializada pelos desmandos de Bolsonaro, mas também o pacto liberal de Guedes/Maia/FIESP para aproveitar da crise para provocar mais desemprego, rebaixar salários e retirar direitos.

Para enfrentar tais ataques, a história do movimento operário internacional, sob as bases teóricas do marxismo, é rica em experiências que apresentam como perspectiva de luta a estatização sob controle operário, compreendendo sua potencialidade de avançar no processo de consciência dos trabalhadores ao apontar que é possível produzir coletivamente sem a propriedade privada dos meios de produção, impulsionando novas relações de trabalho.

No Brasil, a Esquerda Marxista dirigiu o Movimento das Fábricas Ocupadas, que possui como marco a tomada da Cipla e Interfibra, em Joinville/SC, em outubro de 2002, e depois a Flaskô, em Sumaré/SP, ocupada em junho de 2003. São experiências que colocaram o dedo na ferida dos capitalistas e incomodou muitos reformistas de plantão.

Da mesma maneira como não há socialismo em um só país, uma fábrica ocupada sozinha não sobrevive, seja pelas contradições do capital, seja pelas pressões da burguesia e seus aparatos policiais e judiciais. Justamente por isso, sempre se pautou por uma perspectiva revolucionária, sob o prisma do internacionalismo e protagonismo da organização da classe operária.

A experiência do Movimento das Fábricas Ocupadas é de grande valia para avaliar próximos desafios que surgem diante da profunda crise do capitalismo e deve ser devidamente posta na análise de conjuntura como exemplo dos problemas e limites que passamos nos últimos 20 anos, ao mesmo tempo em que serve para esfregar na cara de todos que ousam “duvidar da capacidade de luta e organização da classe trabalhadora”.

Com esse intuito, a Esquerda Marxista junto com a Revolução Brasileira, promovem um debate sobre o Movimento das Fábricas Ocupadas, a resistência da Flaskô e a conjuntura de crise do capitalismo potencializada pela pandemia da Covid-19.

Contamos com sua presença!