Dia do Estudante e a luta pelo fim dos vestibulares

No último dia 11/08, no Dia do Estudante, a Juventude Comunista Internacionalista realizou diferentes ações junto aos secundaristas com a campanha Pelo Fim dos Vestibulares!

Munidos de panfletos que explicam a situação da educação nacional, assaltada pela dívida interna e externa, e o acesso ao ensino superior impedido pelos vestibulares — além da colagem de adesivos da campanha “Você é Comunista? Então, organize-se!” e da edição nº 12 do jornal O Comunismo (“A agressão imperialista e a resposta necessária”) —, nossa militância atuou em Joinville, Florianópolis, São Paulo e Brasília. Nessas intervenções, abrimos contatos, arrecadamos fundos para o jornal e tivemos uma excelente recepção dos jovens secundaristas.

Em Joinville-SC, por exemplo, onde realizamos as ações em escolas nas quais temos militantes professores e/ou estudantes, recebemos relatos sobre a repercussão de nosso material no interior das instituições. Também foi produzido um vídeo pelos membros do setor de juventude de Joinville, em frente a uma escola estadual, roteirizado a partir do panfleto, que alcançou números significativos no Instagram. Esses dados demonstram o potencial de produção para as redes que nossos camaradas possuem e como podemos aumentar nosso raio de influência nas redes sociais, conquistando também novos militantes a partir de um acompanhamento atento.

Um fato importante dessa intervenção em Joinville ocorreu no dia seguinte (12/08): foi informado ao responsável local de juventude uma tentativa de assédio por elementos bolsonaristas contra um de nossos camaradas recém-integrado às nossas fileiras. Esses elementos encaminharam nosso panfleto ao deputado estadual Sargento Lima (PL), após a panfletagem na escola. Esse caso, em vez de intimidar nosso jovem camarada, devido à imediata orientação da direção regional e ao acompanhamento direto na escola pelos camaradas professores da unidade, serviu para demonstrar ao secundarista a importância de estar organizado e atuar politicamente em seu local de estudo. É importante compartilhar publicamente esse fato para que tenhamos clareza sobre como atuar em situações de intimidação, isto é, por meio do nosso coletivo.

Esse acontecimento marca a formação militante dos jovens e os impulsiona ao combate, fruto da acertada mobilização feita pela Juventude Comunista Internacionalista para politizar o Dia do Estudante.

Em Florianópolis-SC, além das panfletagens, nossos camaradas realizaram uma roda de conversa sobre o tema, também munidos de nosso jornal, com cerca de 11 estudantes. Junto a essa discussão, realizaram ainda uma intervenção cultural, com música e descontração, unindo a formação política à integração dos jovens. O resultado foi o agendamento de quatro reuniões específicas de recrutamento para nossas fileiras — uma vitoriosa demonstração pública e exemplar para toda a militância.

Em Brasília-DF, com nosso jornal O Comunismo em mãos, nossos militantes realizaram rodas de conversa com estudantes que se aglomeraram em nosso entorno ao vê-lo. Conversamos sobre temas como os ataques imperialistas de Trump contra o Brasil e a forma de enfrentá-los, bem como sobre a necessidade de uma educação pública, gratuita e para todos e do fim de todos os vestibulares. Ao final, alguns jovens demonstraram interesse em conhecer melhor nossa organização, e estamos dialogando com eles sobre a necessidade de se organizar e construir um grêmio na escola para enfrentar seus problemas estruturais.

Em São Paulo, panfletamos na Universidade de São Paulo, dialogando com os estudantes. Também realizamos uma intervenção no curso pré-vestibular Anglo Vestibulares, no dia 06 de agosto, e tivemos uma excelente recepção. Ampliamos a arrecadação para nosso jornal e conseguimos novos contatos interessados em conhecer melhor a organização.

A Juventude Comunista Internacionalista continuará a desenvolver essas atividades ao longo do mês de agosto, somando-se a outros calendários de mobilização e levantando a bandeira da luta pela educação pública, gratuita e para todos, bem como pelo fim de todos os vestibulares. Trata-se da prioridade nacional para este segundo semestre: a construção entre os secundaristas, por meio desses eixos políticos.

Ao combate, camaradas!