Imagem: Ricardo Stuckert, PR

“Foi amor à primeira vista”

Essa foi a declaração de Lula após o encontro com o sanguinário Trump em 7 de maio. “A nossa relação é muito boa, uma relação que pouca gente acreditaria que pudesse acontecer com tanta rapidez”, disse o sátrapa Lula, que foi aos EUA lamber as botas de Trump em um momento em que este inimigo da Humanidade está nas cordas. E acrescentou, vendendo ilusões criminosas: “Ele disse que não vai atacar Cuba”. Claro, assim como disse que estava negociando quando bombardeou repentinamente o Irã!

Trump, do ICE, do genocídio de Gaza, do silêncio sobre o massacre na Cisjordânia, da guerra na Ucrânia junto com seu amigo Putin, da guerra contra o Irã, do ataque à Venezuela e do sequestro de Maduro e Cilia Flores, do assassinato de mais de cem pessoas nos mares do Caribe, do cerco criminoso a Cuba.

Até o momento, Trump está perdendo a guerra no Irã, está desmoralizado, ninguém acredita numa palavra que ele pronuncia. Num dia vai abrir o estreito de Ormuz se o Irã não assinar a rendição; no outro, não faz nada porque o “Irã está ansioso por assinar uma capitulação”. O Irã nega, ironiza o falastrão e o medíocre desajustado que ia “fazer sumir uma civilização da face da Terra”; no dia seguinte, esquece o que disse ontem.

O pretenso “King of the USA” foi abandonado por seus aliados-capachos da Europa, da Coreia do Sul e do Japão e afrontado com pirotecnia e algumas medidas secundárias por Pedro Sanchez, da Espanha, um imperialismo de 5ª categoria.

Trump e Netanyahu estão transformados em párias internacionais. Só a escória do mundo se reconhece neles. Mesmo seus aliados-capachos governantes estão tomando distância, ainda que, no fundo, não tenham outra orientação para aplicar: desenvolver a militarização da sociedade, impulsionar o complexo industrial-militar público e privado (5% do PIB com gastos com defesa) com o objetivo de superar a crise orgânica do Capital, acelerando seu motor capitalista de reserva, ou seja, produzindo forças destrutivas e destruindo as forças produtivas sociais.

Esse é o sentido do ataque, em todos os hemisférios e de todos os lados, contra as condições de vida da classe trabalhadora. Esse é o sentido da compra e corrupção, do ajoelhar servil dos dirigentes sindicais e social-liberais que dirigem as organizações tradicionais que reivindicam os trabalhadores, arrastando junto quase toda a dita esquerda revolucionária, cujo sangue é dinheiro do Estado burguês através dos fundos partidário e eleitoral, e cujos mandatos são inteiramente adaptados ao quadro de manutenção de um capitalismo com face humana, como se isso fosse possível!

Não se cansam de pintar e admirar seu próprio quadro de Dorian Gray, mas isso não os salvará de ver a verdade ao final: seu quadro histórico retratará o que fizeram de si próprios, do proletariado e da juventude. Ainda verão no que se transformaram, enganando jovens e trabalhadores, vendendo ilusões e comprando conforto e facilidades. Até que o quadro se torne grotesco e visceral: uma face diabólica marcada por corrupção e hipocrisia histórica.

Trump e Netanyahu estão transformados em párias internacionais. Mesmo seus aliados-capachos governantes estão tomando distância, ainda que, no fundo, não tenham outra orientação para aplicar: desenvolver a militarização da sociedade, impulsionar o complexo industrial-militar público e privado / Imagem: @POTUS [divider[

Eis o retrato atual de Lula, Boulos e todos os tipos de adaptados ao sistema da propriedade privada dos meios de produção. Estão, entretanto, preparando sua própria derrota, inclusive eleitoral. Com a recusa do Messias terrivelmente evangélico pelo Senado e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, a burguesia e sua quadrilha, que controlam o Congresso Nacional, constataram que Lula está indo direto à derrota eleitoral. E por seus próprios méritos. Ninguém engana todo o mundo o tempo todo.

A classe trabalhadora retomará a consciência de classe que esteve construindo e que foi desconstruída por Lula, pela direção do PT e por seus “possibilistas” e “realistas”, que arrastaram o povo trabalhador a este cenário. Já começam a se gestar os gritos de ódio contra a atual situação, já se ouvem os murros incipientes contra os muros de classe e as fronteiras, lentamente as lágrimas estão se transformando em raiva e ódio de classe. Quando a quantidade se transformar em qualidade, uma explosão de luta de classes se ouvirá.

A tarefa imediata dos revolucionários é ajudar no desenvolvimento das lutas de defesa da juventude e da classe trabalhadora, de suas reivindicações, em todas e cada uma das lutas no terreno nacional, ao mesmo tempo em que mantêm firme a orientação definida no “Encontro Nacional Fora o Imperialismo e suas Guerras“, com a organização de debates e atividades de discussão.

“É preciso, é urgente que todas as organizações que se reivindicam dos trabalhadores e da juventude assumam suas inteiras responsabilidades e mobilizem, organizem e se unifiquem em um amplo movimento de massas para expulsar o imperialismo e ajudar a acabar com as guerras de nosso inimigo em comum.”

A organização proletária e da juventude, o programa marxista do bolchevismo, a mobilização e a ação na luta de classes estarão juntos com aqueles que são o futuro da humanidade, acendendo as fogueiras da revolta que iluminarão o planeta Terra para a construção do futuro da felicidade humana.