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A classe trabalhadora desapareceu? Fato e ficção

Quando me levanto de manhã, calço os sapatos e amarro os cadarços, muitas vezes me pergunto: “quem fez esses sapatos?”. Da mesma forma, quando me sento à mesa para tomar o café da manhã, me pergunto: “quem fez a mesa e quem trabalhou na fazenda que produziu a aveia do meu mingau?”. Quando vou fazer meu check-up anual no consultório médico local, me pergunto: “a que classe pertence a enfermeira?”. Você pode estar se perguntando por que me faço essas perguntas. Bem, é porque somos constantemente bombardeados pela ideia, aparentemente desafiando a minha experiência, de que a classe trabalhadora já não existe mais; que foi dissolvida e que agora somos todos, em sua maioria, de “classe média”.

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Os comunistas e a imprensa operária

A história do movimento operário é farta de exemplos de jornais revolucionários. A preocupação de dialogar com a classe trabalhadora por meio da imprensa obrigatoriamente nos leva aos tempos de Karl Marx e Friedrich Engels. Em maio de 1842, Marx escreveu seu primeiro artigo para a Rheinische Zeitung (Gazeta Renana) criticando a censura do governo prussiano e, em outubro, tornou-se redator-chefe do jornal. No mês seguinte, Marx conhece Engels, que visitava Colônia e, ao retornar à Inglaterra, Engels envia uma série de artigos narrando a situação da classe trabalhadora para serem publicados na Gazeta Renana. Posteriormente, esses artigos juntos se tonariam a obra que conhecemos como “A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra”.

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Organizar a juventude que busca pelo comunismo

Há uma camada crescente de jovens ao redor do mundo que se radicaliza e busca por uma saída para o horror capitalista. Estes jovens, estudantes e trabalhadores, estão rapidamente chegando a conclusões revolucionárias. O comunismo ganha uma crescente simpatia entre eles, que são atraídos para a perspectiva de um mundo sem exploração, sem patrões, sem miséria e fome, sem fronteiras e guerras, sem preconceito e violência, de um mundo livre de todos os elementos de barbárie que se multiplicam no decadente capitalismo.

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Carta aberta a Jones Manoel e à juventude que luta pelo comunismo

Acompanhamos com atenção os desenvolvimentos das denúncias feitas por Jones Manoel e que envolvem a crise que atravessa o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Queremos em primeiro lugar nos solidarizar com Jones Manoel contra as ameaças à sua vida e à vida de seus familiares. Trata-se de uma questão de princípio comunista a defesa de todo lutador da classe trabalhadora atacado ou ameaçado pelos agentes da burguesia, quer eles se valham dos meios institucionais do Estado ou da imprensa, quer se utilizem de ameaças anônimas ou de grupelhos reacionários.

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Os trotskistas e a interpretação marxista sobre o Brasil

O centenário da Oposição de Esquerda (OE), criada contra o processo de stalinização do Partido Bolchevique e impulsionada por Leon Trotsky a partir de 1923, não deve ser apenas um fato comemorativo, mas também de reflexão sobre a história do trotskismo e as contribuições teóricas e políticas da 4ª Internacional. No Brasil, onde a OE começou a se organizar a partir de 1928, essa reflexão passa necessariamente pelo estudo do texto “Esboço de uma análise da situação econômica e social do Brasil”

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O papel do racismo na divisão da classe trabalhadora

Entre as opressões utilizadas pelo sistema capitalista, o racismo faz parte do repertório sobre o qual se assenta e edifica historicamente a ideia de que os miseráveis foram feitos de um “barro diferente” e, portanto, é natural que sejam explorados, não só por uma raça superior como se possa supor, mas por uma classe que se julga superior.

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A segunda “onda progressista” da América Latina: primeiro como tragédia, depois como farsa

A eleição de Lula, no Brasil, e de Petro, na Colômbia, em 2022, aumentou o ruído na mídia e nos círculos de esquerda sobre uma segunda “maré rosa” na América Latina. Essa é uma referência à onda de governos ditos “progressistas’ que governaram por vários anos, em vários países do continente, entre 1998-2015. Talvez seja mais apropriado descrever esses governos como uma maré “rosa”, pois certamente estão longe de serem “vermelhos” socialistas. É preciso examinar o caráter dessa primeira onda, os motivos que permitiram que ela durasse tanto, porque chegou ao fim, e as diferentes condições enfrentadas por esta nova onda.

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Uma década depois, colocar Junho de 2013 no seu devido lugar

Entre analistas burgueses e da esquerda oficial brasileira, predomina a ideia de que as “Jornadas de Junho de 2013” produziram o bolsonarismo. Para os marxistas, que compreendem a sociedade dividida em classes com interesses antagônicos, é possível concordar com essa ideia? A quem ela serve?

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